FRANKFURT - Uma resposta mundial às alterações climáticas vai deflagrar uma revolução de negócios maior que a internet.
A afirmação é de Bill Joy, co-fundador da Sun Microsystems. "Essa é uma oportunidade muito maior", disse ele à Reuters, apontando para a escala do problema e os lucros que podem ser gerados por medidas simples como um uso mais cuidadoso da energia.
"É lucrativo ser mais eficiente, o procedimento tem custo negativo e você sofre desvantagem competitiva caso não o faça", afirmou.
"É possível adotar tecnologia antiga de maneira sensata, não dirigir um utilitário", disse ele durante a conferência de investimento Cleantech, em Frankfurt.
Joy ganhou fama ao criar e desenvolver sistemas operacionais para computadores e microprocessadores. Ele ajudou a desenvolver a linguagem de programação Java.
Número maior de cientistas passou a concordar que as alterações climáticas estão sendo causadas pelas emissões de gases causadores do efeito-estufa e gerados por atividades humanas, especialmente o dióxido de carbono produzido pela queima de combustíveis fósseis, como o carvão e o petróleo.
Usando o exemplo da indústria automotiva, Joy vê uma resposta em três partes: primeiro, usar tecnologias antigas para a produção de carros menores e mais eficientes; segundo, adotar tecnologias emergentes como a dos carros "híbridos", parcialmente elétricos; e em terceiro lugar pesquisar avanços tecnológicos completamente inovadores, tais como combustíveis derivados de resíduos agrícolas para acionar meios de transporte.
As alterações climáticas estimularão inovações e o Vale do Silício, que originalmente atendia o setor de semicondutores, está bem posicionado para se beneficiar das mudanças, segundo Joy.
"As células solares são semicondutores, o software que vai controlar os sistemas será produzido no Vale do Silício", disse Joy, que hoje é sócio do Kleiner Perkins Caufield & Byers (KPCB), um fundo de investimentos de risco.
Existe uma corrida mundial para levar ao mercado tecnologias inovadoras que poderiam reduzir as emissões de gases poluentes. "Há pessoas inteligentes em toda parte", disse Joy.
Fontes: Info Plantão.
SÃO PAULO, 6 de janeiro de 2009 - Um levantamento feito pela Forrester Research com mais de 1.000 empresas ao redor do mundo, mostrou que as políticas ecológicas e práticas de TI verde estão entre as prioridades de seus investimentos em TI para 2009. Quase metade dos representantes das corporações disse que planeja aumentar ou manter os seus atuais projetos TI verde.
Ainda segundo o relatório, para cada empresa que pretende diminuir os investimentos em iniciativas de TI verde, duas planejam aumentá-los. O resultado surpreendeu os pesquisadores pelo fato de a pesquisa ter sido feita em outubro de 2008, em um dos meses mais turbulentos em termos macroeconômicos.
'O relatório da Forrester não deixa dúvida sobre a importância que medidas de TI verde representam para as empresas nos dias de hoje. O cuidado com o meio ambiente, a associação da imagem e da marcada empresa a atitudes sustentáveis estão definitivamente entrando na pauta das empresas. Associado a isto, estão o corte de custos que as empresas podem obter com a TI verde', ressalta Carlos Sacco, diretor comercial da Multimídia Brasil, empresa que lançou em 2008 um software para diminuição do consumo de energia elétrica pelos computadores.
Segundo relatório da Forrester, o principal motivador para as empresas norte-americanas adotarem práticas de TI verde é justamente a redução de despesas. Consumo mais eficiente é sinal de redução na conta de luz e este é o objetivo das empresas nos Estados Unidos. Na Europa, Ásia e no Canadá, atitudes de TI verde estão mais relacionadas à atração de investidores e à melhora da imagem e da marca da organização.
'O maravilhoso da TI verde é que muitas vezes, proteger o planeta significa simultaneamente reduzir custos. Com estes dois importantes benefícios não há porque as empresas não adotarem iniciativas que proporcionem à sua TI consumir energia elétrica de forma mais eficiente e automaticamente reduzir os custos no fim do mês' afirma Sacco.
A Multimídia Brasil, distribuidora exclusiva da New Bounary Technologies apresentou ao Brasil no último trimestre de 2008, o Green IT, um software que permite às empresas configurar o nível de consumo de energia elétrica dos computadores e laptops conectados na rede. (Redação - InvestNews)
Fonte: Gazeta Mercantil.